segunda-feira, 9 de maio de 2011

Convocatória Ecumênica Internacional pela Paz – IEPC



 “Glória a Deus e Paz nas Alturas” -  Este é o tema da Convocatória Ecumêncica Internacional pela Paz – IEPC, que inicia na terça-feira, dia 17 de maio em Kingston, na Jamaica. Durante 8 dias, representantes de igrejas membro do Conselho Mundial de Igrejas estarão reunidos em Kingston para um momento de celebração e avaliação da Década pela Superação da Violência.  Muitas atividades foram realizadas pelas igrejas ao redor do mundo durante esta década e a proposta é de que a celebração em Kingston seja também um momento inspirador para a continuidade do trabalho pela Paz.
O encontro discutirá a Paz de acordo com quatro subtemas: Paz na Comunidade, Paz com a terra, Paz no mercado de trabalho e Paz entre as pessoas. Além disso, um documento entitulado “Um chamado Ecumênico para a Paz Justa” será apresentado com o objetivo de guiar as igrejas membro em seu contínuo trabalho pela paz.
Eu sou uma d@s jovens selecionad@s para servir como steward durante a IEPC. Nós somos 40 jovens de cerca de 22 países ao redor do mundo e estaremos trabalhando durante o evento com questões de logística, auxiliando em tarefas como distribuição de documentos e materiais, acolhida, organização de espaços. Porém, ser um steward não significa apenas trabalho logístico. Em preparação para o evento, estaremos participando do Programa de Aprendizado Ecumênico, onde teremos oportunidade de discutir com outros jovens questões de Paz em nossa realidade, além de aprender  e compartilhar experiências de diferentes partes do mundo
Em nossa IECLB, que também é membro do Conselho Mundial de Igrejas, temos como tema para este ano Paz na Criação de Deus, Esperança e compromisso. E é neste sentido que também estamos refletindo em nossas comunidades sobre a construção de uma Paz Justa, que começa com todas as pessoas tendo os mesmos direitos, as mesmas possibilidades de sonhar, o mesmo acesso a uma vida com dignidade e onde todos assumam sua responsabilidade com os bens comuns, com o nosso planeta, com a criação de Deus.
A Paz Justa começa no cuidado com a criação. Podemos citar como exemplos o cuidado com o lixo que produzimos, os alimentos que ingerimos todos os dias , os materiais que necessitamos em nosso trabalho, em nossas casas. Você sabe de onde vem os alimentos que você consome? Que tipos de coisas você está comprando e  em qual quantidade? É realmente necessário? Que tipo de trabalho foi usado na produção desses materiais? É com pequenas reflexões como esta que avançaremos na discussão sobre dignidade e PAZ Justa, preocupando-nos em construir Paz nas coisas mais simples que fizermos, seja em casa, seja na comunidade, no nosso local de trabalho e assim, entre todas as pessoas.


Se você tem interesse em acompanhar o que será tratado durante a Convocatória Ecumênica Internacional pela Paz e ainda participar: http://www.superarlaviolencia.org/es/convocatoria.html

sábado, 7 de maio de 2011

Encontro de Mulheres


“Mulheres Gerando a transformação”. Este foi o tema debatido durante o II Encontro territorial de Mulheres Rurais organizado pelo Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor – CAPA, núcleo Pelotas, no último dia 03 de maio de 2011. Cerca de 240 mulheres estiveram reunidas em um dia de debates sobre a contribuição e papel das mulheres no desenvolvimento da região do Território Zona Sul do Estado RS.
No encontro, que teve sua primeira edição realizada em 2010, as presentes refletiram sobre a mulher ao longo da história, as contribuições, os desafios e as conquistas femininas. Além disso, através da palestra “Natureza, mulher e Agricultura”, que trouxe a relação entre o trabalho na agricultura e o cuidado com a natureza, as mulheres refletiram sobre suas tarefas, sobre a importância do seu trabalho bem como sobre o papel da mulher nas iniciativas que contribuem para o desenvolvimento da região. Houve ainda exposição dos trabalhos realizados pelos grupos de mulheres da região, bem como a participação de uma equipe do INSS, que esteve presente durante o encontro disponível para consultas.
Além de ser um espaço de debate, vale ressaltar a importância do encontrar-se, de mobilizar estas mulheres a sair de suas casas para dividir com as demais as suas buscas e conquistas. O encontro foi um momento em que as mulheres pararam, olharam para o trabalho que elas realizam a fim de reconhecer-se e a partir dai passar a valorizar-se ainda mais.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Mulheres gerando a transformação

Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, 43 % da mão de obra agrícola é constituída por mulheres, afirma José Graziano da Silva em seu artigo A força das mulheres contra a fome, baseado em estatísticas da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

É visto que, na propriedade rural, o papel desempenhado pelas mulheres é de extrema importância, dado que são as mulheres as responsáveis pela alimentação das famílias.
Em uma propriedade da agricultura familiar, o papel desempenhado pela mulher, geralmente, é o de cultivar e cuidar de árvores e hortaliças que garantam o alimento na mesa da família. São as mulheres que plantam o pé de laranja, a semente de abóbora, o pé de couve e de alface.
Ainda conforme afirma a presidenta Dilma Roussef, grande parte dos programas sociais criados pelo Governo Federal estão dando certo por serem focados, por privilegiarem as mulheres, as mães da família.
Neste sentido, não podemos deixar de ressaltar a importância da mulher no sucesso de projetos desenvolvidos com organizações da agricultura familiar, como por exemplo, projetos de agroecologia e segurança alimentar. A mulher como responsável pela segurança alimentar da família, busca formas de conservar práticas tradicionais da agricultura além inovar através de formas diferentes de manuseio do solo e culturas diferenciadas que venham auxiliar na garantia do sustento da família.
É neste sentido que está sendo realizado o III Encontro Territorial de Mulheres Rurais em Pelotas, RS, com o tema: Mulheres gerando a transformação. O evento, que pretende reunir cerca de 200 mulheres agricultoras familiares da região, tem como objetivo discutir o papel das mulheres na propriedade rural, além de debater a participação das mulheres no processo de desenvolvimento do Território Zona Sul do Estado RS, no programa do Governo Federal Territórios da Cidadania.

Durante o encontro, haverá ainda exposição de trabalhos desenvolvidos com mulheres na região, bem como um estande do INSS para consultas.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O que o jovem precisa para permanecer no campo?



No último sábado, 9 de abril, mais de 200 jovens agricultores familiares da região Sul do Rio Grande do Sul (RS) estiveram reunidos para um dia de debate sobre a sucessão no meio rural durante Seminário de Jovens da Agricultura Familiar da Região Sul do RS, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (SINTRAF-Sul) em parceria com o Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (CAPA) e a EMATER.
A partir da discussão sobre diferentes temas que afetam a vida do jovem rural, como cultura e lazer, geração de renda, educação do campo, meio ambiente e infraestrutura no meio rural, foi elaborada uma carta que apresenta as necessidades da juventude da agricultura familiar. O documento será encaminhada para o Poder Público chamando especial atenção para a falta de políticas públicas nessa área. Além disso, será entregue e discutido no 3º Acampamento da Juventude da Agricultura Familiar, que acontecerá nos dias 27 a 29 de abril de 2011, em Concórdia (SC).

CARTA ABERTA DOS JOVENS PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO DE JOVENS DA AGRICULTURA FAMILIAR DA REGIÃO SUL DO RS À SOCIEDADE E ÀS AUTORIDADES 
Somos jovens agricultores ou filhos de agricultores, vindos de vários municípios da região, incluindo Dom Feliciano, Camaquã, Canguçu, Cristal, Pelotas, São Lourenço do Sul e Turuçu, participantes do Seminário de Jovens da Agricultura Familiar da região Sul do estado RS, que aconteceu dia 09 de abril de 2011, na cidade de São Lourenço do Sul/RS, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul – SINTRAF-SUL, com apoio do Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor – CAPA, EMATER, UNAIC e CRESOL. 

Como representantes da juventude da agricultura familiar, reconhecemos a importância da agricultura familiar como geradora de alimentos, emprego e renda no país. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário, 70% do total de alimentos produzidos no Brasil provém da agricultura familiar. Reconhecemos também que há um abandono crescente do campo, principalmente pela juventude, que tem abandonado a zona rural em busca de novas oportunidades. A cidade é atraente pelas suas opções de lazer, por concentrar as universidades e instituições de ensino, por oferecer acesso a atividades culturais, entre outros fatores relevantes que fazem com que o jovem idealize uma vida longe do rural. 
Além disso, os jovens que vivem no campo muitas vezes são estimulados a estudar para “ir em busca de uma vida melhor”, idéia que é reforçada pela escola, pela mídia e pela sociedade em geral. 

Durante nosso seminário, discutimos que é preciso garantir condições para que os jovens não tenham o êxodo como única alternativa e possam optar por permanecer e viver bem no campo. Acreditamos que a sucessão das propriedades de agricultura familiar depende de diversos fatores que englobam, entre outros, o acesso do jovem a: i) Cultura e Lazer, ii) Geração de Renda, iii) Educação do Campo, iiii) Meio Ambiente, v) Infraestrutura no meio rural. 


Cultura e Lazer: 
• Programa para que todas as propriedades tenham acesso à internet de boa qualidade e a custo baixo; 
• Pólos de cultura nas comunidades com cinema, bibliotecas públicas e outros; 
• Infra estrutura para lazer e esporte, como ginásios, materiais esportivos e outros; 
• Cursos de informática e outros cursos nas comunidades. 

Geração de Renda 
• Políticas de comercialização com participação para Jovens nos programas PAA e alimentação escolar; 
• Ponto de distribuição dos produtos produzidos pela Agricultura Familiar; 
• Bolsa salário para jovens que permanecem no campo; 
• Credito fundiário com juros zero; 
• Feiras de venda direta aos consumidores. 

Educação no Campo 
• Falta de educação que incentivo na permanência no campo com práticas voltadas para a realidade rural; 
• Motivação para a perspectiva de vida no campo; 
• Inclusão digital com a utilização dos laboratórios no turno de estudo; 
• Adequação curricular, disciplinas voltadas para o cotidiano do interior; 
• Falta integração interdisciplinar, desvinculação entre as disciplinas com a realidade; 
• Seminários voltados para o próprio ambiente escolar; 
• Transporte para ensino médio e com período noturnos no interior; 
• Falta de infra nas escolas; 
• Espaço de participação nas escolas, participar do planejamento da escola; 
• Criação de Grêmio Estudantil; 
• Abrir espaço nas escolas para demonstrar produtos produzidos pela Agricultura Familiar; 
• Escola aberta para o lazer, cultura e outras modalidades de ensino, como por exemplo, o EJA; 
• Educação inclusiva nas escolas do interior; 
• Formação continuada dos professores voltada para educação no campo. 

“A educação pode não transformar o mundo, mas ajudara a transformar as pessoas” Paulo Freire 

Meio Ambiente • Recolhimento de lixo no interior, com separação do lixo reciclável, uma vez por semana; 
• Utilização de produtos orgânicos; 
• Valorizar das culturas tradicionais da Agricultura Familiar, como por exemplo, as sementes crioulas; 
• Incentivo financeiro para os Agricultores Familiares que preservam o meio ambiente; 
• Criação de programa de arborização nas propriedades que estão assoreadas; 


Infraestrutura no Meio Rural • Assistência técnica voltada para as realidades locais; 
• Credito diferenciado para os jovens voltado a produção de alimentos; 
• Estradas do interior em condições para o escoamento da produção

Os jovens representam o potencial mais importante de mudança na sociedade. Acreditamos que a sucessão das propriedades familiares, bem como a preocupação com o êxodo rural deva ser de interesse não apenas dos jovens, como também das organizações da sociedade, dos governantes do nosso país, estado e prefeituras, das atuais gerações de lideranças políticas e comunitárias, enfim, de todos os setores da sociedade. Assinam este documento os 203 jovens agricultores familiares presentes no Seminário de Jovens da Agricultura Familiar da Região Sul do Estado do Rio Grande do Sul.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O jovem e a sucessão da agricultura familiar


A agricultura familiar brasileira é patrimônio do país, e assim deve ser concebida e valorizada. Pelo seu papel estratégico de garantia na produção de alimentos e outros produtos, da ocupação do território, preservação da agrobiodiversidade, da valorização da cultura local, preservação da paisagem, da descentralização industrial, entre outros aspectos. A agricultura familiar é multifuncional, prestando um conjunto de serviços ao país, devendo ter tratamento diferenciado. Mas para continuar a existir é preciso ter pessoas trabalhando nestas propriedades. E quem vai dar sequência à produção de alimentos se os jovens, sem oportunidades ou perspectivas, estão abandonando cada vez mais cedo as propriedades indo em busca de uma "vida mais fácil" nas cidades?
É neste sentido que o Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul – SINTRAF-SUL em parceria com o Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor – CAPA e a EMATER estão organizando o Seminário de Jovens da Agricultura Familiar da Região Sul do RS, que estará sendo realizado no dia 09 de abril em São Lourenço do Sul.
A partir da discussão sobre diferentes temas que afetam a vida do jovem rural, como Cultura e Lazer, Geração de Renda, Educação do Campo, Meio Ambiente e Infra-estrutura no Meio Rural, os jovens estarão discutindo porqê o jovem, filho de agricultores familiares, abandona a vida rural e quais as perspectivas de mudança deste cenário. Cerca de 200 jovens são esperados para um dia de debate em torno da sucessão na agricultura familiar. 

Venha e junte-se a este debate você também.