sexta-feira, 3 de junho de 2011

Paz na Comunidade



"Amarás o teu próximo como a ti mesmo." "Ore por aqueles que vos perseguem." (Lucas 10:27, Mateus 05:44)

A discussão sobre a paz na comunidade, durante a Convocatória Ecumênica Internacional pela Paz, na Jamaica, começou um desafio: Como vivemos a esperança de "Amar ao próximo como a nós mesmos" em um mundo profundamente marcado pela violência nas mais variadas formas?

Durante o dia, o plenário esteve focado na discussão da violência contra as mulheres, o racismo e outras formas de discriminação e de violência causados pela afirmação de identidades religiosas. Toda essa discussão com o objetivo de pregar a afirmação da dignidade e da igualdade de todos os seres humanos , re-imaginando igrejas como espaços abertos, justos e inclusivos dentro das comunidades.

Entre os palestrantes do dia, o Dr. Martin Luther King III, filho do famoso líder dos direitos civis  Dr. Martin Luther King Jr, trouxe para os participantes do IEPC a reflexão sobre os caminhos do mundo acreditar na paz e na justiça. Ele reafirmou que não podemos continuar a pregar a paz e praticar a guerra.

Dr. Martin Luther King III, que vivenciou violência em sua própria família, ainda acredita que não há caminho para a paz se tentarmos resolver nossos problemas em uma ação "olho-por-olho e dente-por-um- dente ". Ele pediu às comunidades de fé que não apenas falam de fé, mas que sejam promotoras da paz, sendo um exemplo de paz no mundo, começando dentro de nossas próprias casas.

Como uma jovem participante, ao ouvir o filho de um dos maiores líderes dos direitos civis, eu me senti muito encorajada quando ele desafiou os jovens a falar sobre a paz, utilizando as ferramentas de mídia atuais como o Twitter e o Facebook. Nós, homens e mulheres jovens, podemos contribuir muito para a promoção da paz e fazer do mundo um lugar melhor. Precisamos fazer desse tópico o nosso compromisso e partilhar o que estamos fazendo para promover a paz em nossa comunidade.
Todos os dias, em nossas diferentes realidades somos confrontados com discriminação de pessoas e a luta por justiça. Existem tantas pessoas sem acesso às necessidades básicas e o que estamos fazendo para promover a justiça para essas pessoas? Como podemos ajudá-los a alcançar paz? Em outras regiões, temos pessoas sofrendo por conflitos religiosos. Como estamos enfrentando isso e como nós estamos tentando ajudar as nossas comunidades a resolver estas perguntas? Algumas pessoas sofrem a discriminação por serem mulheres ou parte de uma minoria da sociedade. Não podemos aceitar isso.
Nossas comunidades estão fazendo alguma coisa. Ainda assim, não é o suficiente. No entanto, nós precisamos compartilhar com os outros o que já estamos fazendo e como é possível transformar a realidade criando um mundo melhor com a inclusão de todos. Talvez, o início possa ser participando e ajudando projetos em nossas igrejas. Talvez, partilhando com outros o nosso trabalho. Você também pode fazer algo evitando a discriminação das mulheres e das minorias. Você só precisa participar e fazer parte deste chamado.



 O desafio consiste em amarmos o nosso próximo como a nós mesmos, como Cristo disse.

Vou finalizar com as palavras de Martin Luther King III: "Temos de fazer deste mundo um lugar melhor. Compartilhe no Twitter o que vocês estão fazendo. São pessoas jovens que têm de liderar esta luta. É nossa vocação. Cada geração tem um chamado. Talvez o chamado desta geração seja a luta por um mundo mais justo."

Nenhum comentário: